Burocracia impede que moradores do Jardim Santa Terezinha, saque o fgts.

fevereiro 9th, 2010

A burocracia esta impedindo que os moradores alagados do bairro Jardim Santa Terezinha que é vizinho do Jardim Romano, usufrua dos benefícios proporcionados pela decretação da situação de calamidade pública no distrito do Jardim Helena onde fica o Jardim Romano e Jardim Pantanal.

Os conjuntos habitacionais Terras Paulistas, estão localizados exatamente no bairro Jardim Santa Terezinha no cep 08191-350, porém este bairro não esta com a situação de localização definida junto à prefeitura de São Paulo, segundo informações de alguns trabalhadores que tentaram sacar o saldo do fundo de garantia por tempo de serviço, os atendentes do banco, disseram que eles não poderão sacar o dinheiro, porquê o Jardim Santa Terezinha que esta dentro do esgoto, não esta incluído no distrito do Jardim Helena e nem do distrito do Itaim Paulista, este  é um bairro que existe e não existe ao mesmo tempo, a decretação de calamidade pública, só se aplica especificamente para os moradores do distrito do Jardim Helena.

Para os moradores que estão enfrentando dificuldades para sacar o fgts, a solução seria ir até a subprefeitura de São Miguel Paulista, para pegar uma declaração afirmando que determinado CEP se encontra na área de calamidade pública.

Mapa do distrito Jardim Helena.

Rua Catulé no site dos correios

Trecho retirado do site da Caixa Econômica Federal.

No caso de necessidade pessoal, urgente e grave, decorrente de desastre natural causado por chuvas ou inundações que tenham atingido a área de residência do trabalhador, quando a situação de emergência ou o estado de calamidade pública for assim reconhecido, por meio de portaria do Governo Federal;

G1 – Kassab decreta estado de calamidade na região do Jardim Romano

Saque do fundo de garantia terá que esperar até o fim da vigência do estado de calamidade pública, quando não será possível sacar o fgts.

De acordo com o banco, em caso de tragédias como a de Angra dos Reis, a primeira medida que tem de acontecer é a decretação do estado de calamidade pública, o que já foi feito pela prefeitura da cidade. Posteriormente, a prefeitura fará um relatório de avaliação de danos, que terá de ser homologado pela defesa civil estadual e encaminhado ao ministério da Integração Nacional. Somente após o ministério publicar um decreto com base nesta avaliação o FGTS disponibilizará os recursos para as vítimas.

Sindmecanicos - FGTS: Decreto garante liberação em caso de calamidade pública

Foto da Rua Catulé que esta fora do estado de calamidade pública por não pertencer ao distrito do Jardim Helena.

Via Blog Notinhas de São Miguel

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Enchentes do Jardim Romano avançam para ruas que jamais encheram.

janeiro 28th, 2010

A enchente do bairro Jardim Romano, que esta alagado pelas águas vertidas das represas das nascentes do rio tietê, esta chegando muito além da várzea do tietê, esta destruindo muitos sonhos e projetos de famílias que moram na região regularmente há mais de 50 anos.

Não é mais problema de ocupação da várzea do tietê, o alagamento expulsou moradores de ruas que jamais encheram de água, a podridão já engoliu um CEU, várias igrejas evangélicas, uma antiga e enorme escola estadual, posto de saúde, uma paróquia da igreja católica, padarias, mercados e muitos outros projetos que estão ficando tudo debaixo d’água.

As águas das represas não estão perguntando se o terreno é legal, quantos anos o morador mora na área, se paga iptu, água, luz e telefone, se tem posto de saúde, se é igreja evangélica ou católica, se é escola estadual ou municipal, se é nordestino, paulista ou paulistano, se é preto ou branco, loiro ou japonês, se é empregado ou desempregado ou empresário, se é estudante de escola pública ou privada, se é calouro ou universitário, se mora de aluguel ou casa própria, ou se é casado ou solteiro, a subida das águas vertidas das represas do alto tietê, esta determinando a saída obrigatória e urgente de todos os moradores que mora nesta região de várzea que hoje é ocupada pelo CEU, pelo corinthians, pela USP, pela caixa econômica federal, pela CDHU, por uma gigantesca petroquímica e por outras grandes empresas.

Se continuar chovendo e o nível das represas do alto tietê continuar subindo, esta tragédia só vai piorar, nesta semana centenas de moradores, conseguiram salvar apenas suas vidas para não morrer afogado pelas águas vertidas das represas do alto tietê.

Famílias que desocuparam a várzea do tietê e se mudaram para casas dos parentes que ficam nas ruas que nunca alagou, estão sendo obrigadas a enfrentar uma nova fuga para outras ruas que por enquanto não alagaram, mas que infelizmente estão ameaçando dar água.

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